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Por que a Psicoterapia Existencialista?


A Psicologia Existencialista entende o homem como ser-em-situação, ou seja, dentro um certo contexto social, cultural, econômico, que está em relação constante com os outros, com o corpo, possui uma história de vida e move-se em direção a um futuro desejado. Compreende, dessa forma, as complicações psicológicas como resultantes de impasses, embaralhamentos na vida de relações, que levam ao isolamento e ao padecimento de acessos emocionais, que são intensos e com os quais o sujeito não consegue lidar, ou ainda, à ausência de emoções regulares.


Nesse horizonte, a Psicoterapia Existencialista atua a partir de uma metodologia que segue o padrão científico de verificação e intervenção, com controle de procedimentos e de resultados. Além disso, trabalha as complicações emocionais de forma interdisciplinar, em articulação com profissionais de outras áreas, como médicos, advogados, professores, etc, conforme a necessidade de cada caso.


O objetivo da psicoterapia é levar o paciente à regularidade emocional e devolver a condição de sujeito de sua vida, em mediação com os outros (familiares, amigos, colegas de trabalho), com objetivos e planos de vida definidos, quer dizer, como sujeito localizado e situado diante das escolhas que deverá fazer, fora da solidão. Os resultados desse processo psicoterapêutico serão percebidos e vividos, também, por todos que estão implicados com o paciente, restabelecendo o convívio e interação interpessoais, em superação aos conflitos e/ou impasses que geraram esse sofrimento emocional.


Dica de leitura:


Schneider, Daniela Ribeiro. Sartre e a psicologia clínica. Florianópolis: Ed. da UFSC, 2011.